Archive for the ‘Internet’ Category

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Polêmica do Estadão vai parar em blog americano

agosto 21, 2007

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A polêmica criada pela campanha do Estadão alcançou terras distantes …  foi parar em um superblog americano, o Boing Boing. O blog é superbadalado, tem em média 300 mil acessos/dia. O título do link no blog é Brazilian newspaper’s linkbait: Bloggers are monkeys! Segundo Rafael Barifouse, repórter de Época Negócios e responsável pelo Techneira, “O termo linkbait faz referência ao comentário de que tudo não passaria de uma estratégia de dar visibilidade à campanha com o boca-a-boca criado com o polêmico ataque à credibilidade dos blogs”.

O blog Boing Boing é produzido por quatro jornalistas de Los Angeles e por ser muito visitado, recebe sugestões de posts e assuntos interessantes.

E do lado de cá, vejam a resposta de João Livi – diretor de criação da Talent, agência que assina a campanha do Estadão.

A TALENT RESPONDE

“Nos ultimos dias, vimos reverberar na blogosfera ataques e defesas à nova campanha do Estadão, feita pela Talent. Tudo começou nos blogs de publicidade e nos pegou totalmente de surpresa, principalmente por que o subtexto que foi espalhado por aí, de que o Estadão é contra os Blogs, não foi colocado em nenhuma das peças da campanha. Isso seria extremamente incoerente, já que o Estadão sabe que os blogs não só fazem parte da sociedade como do próprio Grupo Estado. Sendo assim, vamos analisar a questão mais de perto pra saber se houve alguma falha na comunicação da campanha.
Os filmes começam com uma vinheta , World Wierd Web, que já identificam o propósito de fazer humor com a parte estranha, sem noção, da web. No filme em que o rapaz lê o blog de economia do Bruno, o cientista diz que o macaquinho já está copiando e colando textos pela web. É impressionante, mas a reação que esperávamos dos blogueiros é exatamente contrária ao que aconteceu. Quantas vezes, você blogueiro já não encontrou seu texto por aí, fora de contexto, faltando partes e sem os créditos? No outro filme da campanha, dois ruivos colocam informações mentirosas na internet pra sair ganhando alguma coisa. As meninas que são enganadas pelo hoax nunca falam que encontraram essas informações num blog e, do outro lado, um dos ruivos diz apenas “pronto, tá na net”. Nesse caso, nada de blogs. Na mídia impressa acontece algo parecido, apenas um do três anúncios diz abertamente “Blog”, os outros dois usam os termos “página” e “site”.
Desta forma , nós posicionamos o estadao.com em linha com a proposta de credibilidade, conteúdo de qualidade e compromisso do Grupo Estado. Os sites, blogs, veículos e pessoas que frequentam o lado “luz” da internet , obviamente, não devem se sentir atingidos por uma crítica ao lado “escuro” do ambiente virtual, da mesma forma que um bom jogador de futebol não deve se sentir desvalorizado por ter um colega perna-de-pau ou quebrador de joelhos. Ou será que os publicitários que primeiro criticaram nosso trabalho consideraram uma campanha difamatória aos publicitários o fato de um dono de agência ganhar as manchetes por servir de intermediário na distribuição de fortunas em verbas públicas?
Alguém em sã consciência pode defender incondicionalmente todo o conteúdo da internet , com seus hoaxes , pegadinhas, pornografias, ideologias escondidas, baixarias, falsos gurus, falsários, tomadores de dinheiro e tempo, Maranhão do Sul na wikipedia, alterações da história e interesses privados disfarçados de clamor do internauta?
No seminário da Microsoft este ano, em Cannes, os dados apresentados levaram a uma inconteste conclusão: a de que a internet, como as regiões de uma cidade, vai se dividir em duas. Uma útil, crível, inteligente, prestadora de serviço, informativa e confiável. Outra que é como uma rua escura e sem policiamento: vai quem quer, sob seu próprio risco. Vamos sempre promover o estadão.com como parte da primeira metade.
Separar o joio do trigo na internet deveria ser do interesse de qualquer cidadão de bem.

João Livi – Diretor de Criação- Talent”

Lorena Vieira

(Da “luz” ou do “escuro”?)

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Revista eletrônica Slashdot pode ser modelo de produção jornalística na web

agosto 18, 2007

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Depois de 10 anos de lançada, em meio a muito descrédito, a revista eletrônica sobre tecnologia Slashdot é não só uma empresa consolidada, como um possível modelo para a produção jornalística na web.

Axel Bruns, um professor australiano, estudou a experiência da Slashdot, em seu livro Gatewatching, onde apresenta a revista como um modelo de produção coletiva de notícias.

Rob Malda e Jeff Bates, os fundadores da revista,desenvolveram um sistema onde os leitores sugerem notícias e sites, que são avaliados pelos editores e publicados, cabendo aos usuários verificar a veracidade e exatidão das informações publicadas na revista.

O sistema, que no começo era considerado utópico, pois surgiu antes mesmo dos weblogs, transformou-se numa referência obrigatória para quem acompanha o desenvolvimento da internet.

 

Veja o artigo completo.

 

Via Observatório da Imprensa.

 

Lorena Vieira.

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Como vender gelo a esquimó?

agosto 14, 2007

Vai um gelinho?

Detectar a audiência online continua sendo uma tarefa bastante complicada.

Como reação a uma mudança de critérios na auscutação da audiência online feita pela Nielsen/NetRatings, Robert Niles faz uma observação muito relevante:”A composição da audiência é, e sempre será, a métrica de importância primária para anunciantes”. A idéia de “tempo gasto em site” nem sempre reflete de maneira acurada seu valor para um anunciante.

Ou seja: antes de tudo conheça o perfil da sua audiência, saiba quem vai acessar sua publicidade. Esse antigo conceito continua sendo determinante. Continua difícil vender gelo a esquimós!

De que vale os usuários gastarem horas em um site, se eles não estão interessados no aqui está sendo anunciado? – pergunta Niles.

Além disso, diferentes anunciantes estão interessados em diferentes composições de audiência. Para um anunciante em um jornal local, a penetração local é o critério de composição mais relevante. De que adianta ele tentar vender, por exemplo, flores de uma floricultura local que está a milhares de quilômetros da residência do visitante ao site?

Por outro lado, sites que se dirigem para nichos de interesse, não estão particularmente preocupados com a localização geográfica da audiência. Pode-se vender um jogo de computador, por exemplo, para visitantes de qualquer lugar do mundo, desde que eles tenham o perfil correto para se interessar por esse produto.

Assim, em primeiro lugar os sites têm que mostrar que tipo de audiência estão atingindo, para só então haver alguma validade em termos de diferenciações de “tempo gasto” por usuário no site.

Texto completo do Robert Niles no Online Journalism Review.

Lorena Vieira.